Os vereadores Filipe Carielo e Sandro Deoclésio foram ao Cemitério Municipal da Consolação para averiguar a reclamação feita por pessoas que estiveram no local. De acordo com o vereador Filipe Carielo, carmelitanos estão reclamando do acúmulo de lixo formado por restos retirados de dentro das sepulturas, como caixão, às vezes roupas, etc. Para abrir espaço no jazigo, é feita a exumação do corpo sepultado, que é retirado do caixão convencional e os restos mortais são preservados em uma urna menor. Tudo o que não vai para essa urna menor, é colocado em um canto do cemitério para que, posteriormente, seja retirado por um caminhão mandado pela Prefeitura.
Essa permanência provisória do entulho no chão do cemitério é que preocupa os vereadores, pois, além da questão estética, eles temem que eventuais doenças possam vir a ser propagadas. ?Não se sabe qual a causa da morte das pessoas. Então, a gente está tendo um acúmulo de lixo aqui de caixões, resto de sepultamento. Além do desrespeito com a memória de quem foi sepultado e com a família que visita, pode ser um gerador de doença?, disse o vereador Filipe Carielo.
Para buscar informações mais consistentes sobre a proliferação de doenças ou danos que esse tipo de lixo pode causar, os edis encaminharam ofício para os Departamentos de Saúde e Meio Ambiente. Querem saber se essa situação é perigosa e qual a destinação correta desse lixo. A informação obtida pelos vereadores é de que, hoje, esses restos são conduzidos ao aterro sanitário. ?Essa situação que está aí tem que ser resolvida. Pedir que o Executivo olhe isso para a cidade, porque aqui é um lugar de respeito, onde a gente vem visitar os entes da gente. Podia ao invés do lixo que está aqui, os caixões, aqui caberia mais um pouco de túmulo, né, o que ia suportar mais as necessidades do cemitério? avaliou o vereador Sandro Pescador.
Os edis aproveitaram para falar sobre a questão do Velório Municipal. Filipe Carielo explicou que a Prefeitura fez um plano para dar assistência às pessoas de baixa renda ao custo de quase R$1.000,00 por sepultamento, quando a Associação São Vicente de Paulo pretende fazer esse sepultamento de graça, desde que o município doe o terreno ao lado do cemitério para construção de um velório municipal. Dessa maneira, eles pretendem trabalhar para que a doação do terreno aconteça. ?Então a gente vai pedir que faça essa doação para ter o velório feito pela Conferência Vicentina e ter esse atendimento de graça. Fica bom para o município e bom para a população, sobretudo a de baixa renda?, finalizou Filipe Carielo.