Graças a atuação dos vereadores e da comunidade escolar da escola Maria Goulart, a Prefeitura, depois de, pelo menos, nove meses, conseguiu organizar-se e tomar providências quanto à rede elétrica do prédio. Até ontem, a escola não havia recebido nenhuma vistoria que determinasse a situação da fiação. Depois da inspeção, decidiu-se pelo fechamento da escola até que a reforma seja concluída, pois existe o risco de incêndio.
De acordo com o vereador Filipe Carielo, que participou da reunião do Colegiado que definiu o fechamento da escola a partir de hoje, o engenheiro municipal informou que a parte elétrica do prédio está toda comprometida e que a escola precisava ser imediatamente lacrada devido ao risco de incêndio. O laudo seria entregue oficialmente na manhã desta quinta-feira (15), mas o teor foi antecipado para que o Colegiado tomasse uma decisão. Diante da gravidade, a Prefeitura decidiu fazer a dispensa do processo licitatório para compra do material e contratará mais profissionais para trabalhar com o eletricista do município. Com a agilidade do processo, as aulas poderão retornar em 15 dias.
?Esse é um caso que demonstra a força da união. Enquanto nós vereadores agimos sozinhos e os pais também, não conseguimos a atenção da Prefeitura para esse problema grave. Depois de lutarmos juntos, a escola passou por uma inspeção que comprovou as denúncias que estavam sendo feitas por nós e os problemas para os quais pedíamos providências?, disse o Presidente da Câmara José Joaquim Silva.
Os vereadores vinham cobrando uma posição da Prefeitura e, na segunda-feira (12), foram convocados Diretores de Departamentos a prestar esclarecimentos. Durante a reunião, a Chefe da Seção de Educação alegou que o pedido para que fosse feito o levantamento foi passado ao Departamento de Infraestrutura, pois ele possui os profissionais para o serviço, e este departamento não teria dado retorno. Depois dessa situação de ?empurra-empurra?, em que a Prefeitura não conseguia organizar-se para fazer o trabalho, e sob a pressão de pais e vereadores para que o problema recebesse atenção, em reunião realizada na manhã do dia 14 ? que contou com a presença de vereadores, pais e dos departamentos necessários ? definiu-se a execução da vistoria.
Os pedidos para que a escola obtivesse os reparos devidos vêm sendo feitos desde junho de 2017. O vereador Sandro Deoclécio de Oliveira (Sandro Pescador), que reside no bairro, começou as cobranças que ganharam força com os vereadores Zé Pequeno, Juliano Alves da Silva (Pão de Queijo) e Filipe Carielo.