A audiência pública convocada pelo Presidente da Câmara Juliano Pão de Queijo (DEM) e pelo vereador João Paulo Castro Ferreira (PDT), nesta quinta-feira (02), atendeu às expectativas e o impasse que prejudicava a população há várias legislaturas foi resolvido. De acordo com ata aprovada em audiência, a partir da próxima quarta-feira, dia 08 de fevereiro, o pronto atendimento volta a funcionar no hospital, gerido pela Prefeitura.
O vereador João Paulo iniciou a audiência explicando que o retorno do pronto atendimento ao hospital seria uma das poucas chances da instituição manter-se de pé e que a reunião deveria correr no sentido de acertar a melhor maneira para que isso acontecesse.
Correndo risco de fechar as portas, o Hospital São Vicente de Paulo precisa da ajuda da Prefeitura para manter-se aberto e recuperar o recurso do Programa Rede Resposta, que caso fosse feito o acordo, manteria o SAMU na cidade. Com uma dívida de R$478.70,49, segundo o próprio presidente da entidade. Sem dinheiro em caixa, Renato Balla falou sobre as dificuldades pela qual a instituição está passando. ?Nós não jogamos a toalha, nós estamos com muita fé em Deus que nós vamos conseguir salvar o hospital, que nós vamos lutar pra poder pagar essa dívida, mas se não tiver o apoio da prefeitura, a ajuda da população nós não vamos conseguir?, disse o diretor.
Como o município também enfrenta dificuldades financeiras, o Prefeito Tião Nara (PT do B) disse que a Prefeitura estava disposta a negociar, mas que seria impossível pagar o valor solicitado pelo hospital, propondo uma parceria.
O Promotor de Justiça Dr. Cristiano Cassiolato foi um dos grandes mediadores e responsáveis pela viabilização do acordo. Explicou que obrigatoriamente o pronto atendimento tem que ser dirigido pela Prefeitura, mas que isso pode sim ser feito dentro das instalações do hospital. ?Basta que se sente, que se chegue a um valor que seja o adequado e justo e estudem os mecanismos jurídicos para isso, que existem. Não defendo que hospital se subjugue ao Município e não defendo que o Município se subjugue ao hospital. Nós do Ministério Público, com base nos dados, nós defendemos que se faça um entendimento visando um bem comum?.
Depois de quase quatro horas, com a presença dos vereadores Zé Pequeno, Sandro Pescador, Angela Vitor, Paulão, João do Tiãozão, Filipe Carielo, do Vice-prefeito Wilber Moura, do Diretor do Departamento de Saúde e de muitos cidadãos, chegou-se ao acordo almejado por todos que participaram da audiência.
A vereadora Angela Vitor fez questão de destacar o esforço despendido por parte dos vereadores para que se chegasse a esse acordo e conclamou a população a se unir novamente, como foi para a construção do hospital, para ajudar a sanar a dívida da instituição.
O Presidente da Câmara, Juliano, lembrou que o mandato passado foi uma luta constante para que esse plantão de urgência/emergência não saísse do hospital e que essa foi uma ocasião muito feliz, participar do retorno do pronto atendimento.
?O esforço conjunto entre as partes foi o grande responsável pelo sucesso da audiência pública, que deve sempre observar o princípio da objetividade, deixando de lado demagogias e politicagens?, disse o vereador João Paulo.
Os vereadores esperam que, a partir de agora, Prefeitura e Hospital esqueçam as diferenças que vinham ocorrendo mesmo antes do deslocamento do pronto atendimento, em outras legislaturas, e ofereçam um sistema de saúde justo para a população.