O projeto de lei complementar encaminhado pelo Poder Executivo, que prevê a criação de cargos de provimento efetivo no município, será votado em reunião extraordinária convocada para esta quarta-feira, 25 de fevereiro, às 17h30.
A proposta entrou em pauta na reunião ordinária desta segunda-feira e gerou amplo debate entre os vereadores, tanto em relação à estrutura dos cargos quanto aos valores de remuneração previstos no texto.
O projeto contempla a criação dos cargos de Agente Administrativo, Almoxarife, Auxiliar de Enfermagem, Auxiliar de Serviços Gerais, Bioquímico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Guarda, Monitor de Educação Infantil, Motorista, Operador de Máquinas Pesadas, Operário, Pedreiro, Psicólogo Clínico e Servente Escolar.
Durante a discussão, parte dos parlamentares manifestou preocupação com os salários estipulados para algumas funções. O vereador Marcos das Três Barras chamou atenção para o fato de que determinados cargos possuem remuneração inferior ao salário mínimo vigente. Entre os menores vencimentos previstos estão os cargos de Guarda, Operário e Servente Escolar, com salário de R$ 1.590,81.
Já os maiores valores estabelecidos no projeto correspondem aos cargos de Bioquímico e Psicólogo Clínico, com remuneração de R$ 3.503,04.
O vereador Paulão também comentou sobre a valorização dos cargos, especialmente nas áreas em que o município registra longa fila de espera e ausência de profissionais contratados. Na mesma linha, o vereador Edinho Tapixé observou que a Prefeitura tem realizado sucessivos processos seletivos para determinadas funções sem êxito na contratação, questionando se a baixa adesão pode estar relacionada à remuneração oferecida, quando comparada à de municípios da região.
Outro ponto levantado durante a reunião foi o prazo para análise do projeto. Vereadores destacaram que o texto, considerado extenso, foi encaminhado poucas horas antes da sessão, o que teria limitado a possibilidade de uma avaliação mais detalhada.
Diante desse cenário, o vereador Zé Pequeno sugeriu que a votação fosse realizada em outro momento, possibilitando maior aprofundamento da matéria e diálogo com o Executivo. Por outro lado, os vereadores Tenente Clemente, Marcelo Tormenta e o presidente da Câmara, Lucas Carielo, defenderam que a proposta fosse apreciada ainda na reunião, argumentando que eventual adiamento não alteraria a questão remuneratória e poderia prolongar a espera da população pelos profissionais.
Após a maioria do plenário rejeitar a dispensa de pareceres, o presidente da Câmara convocou reunião extraordinária para esta quarta-feira, 25 de fevereiro, às 17h30, quando o projeto será submetido à deliberação, permitindo prazo adicional para esclarecimentos e análises por parte dos parlamentares.